Biografia

Skafandros Orkestra

A Skafandros Orkestra foi fundada em Campinas em 2011 por músicos formados na Unicamp com o intuito de pesquisar e executar o ska. Na busca de sua própria identidade estética, o grupo passou a explorar as fronteiras da música instrumental popular e erudita, resultando em 2013 no álbum “Train to Skavilla”, que incluiu releituras de algumas composições de Heitor Villa-Lobos, além de músicas autorais que se inspiraram nessa pesquisa. O álbum definiu alguns direcionamentos essenciais para a personalidade do grupo, como a elaboração e o tratamento orquestral com a formação instrumental e a influência de estilos musicais brasileiros e suas possíveis mediações com o ska.


A partir deste horizonte estético, em 2014 o grupo passou a realizar mergulhos nas obras de outros

grandes compositores brasileiros, como Moacir Santos e Dorival Caymmi. Em 2015 e 2016 a pesquisa

das relações entre as músicas jamaicana e brasileira ganhou maior nível de profundidade a partir de um processo formativo em rítmica e percussão afro- brasileira, o qual serviu de base para a composição de um novo repertório do grupo e para a produção do documentário independente “Skafandros Orkestra e a música afro-brasileira”.


Toda essa trajetória e pesquisa de uma identidade única no cenário da música jamaicana no Brasil resultou em 2018 no segundo álbum do grupo, “Fubah”, produzido por Victor Rice, obra que consolidou o grupo como um dos principais do gênero no Brasil, com sua potência harmônica dos metais que se unem à energia dos tambores e ao balanço irresistível do ritmo jamaicano. No ano seguinte, o grupo lançou seu terceiro álbum, “Fubah Dub Versão”, no qual o produtor torna-se mais um intérprete, realizando sua releitura dub do repertório, extrapolando ainda mais os limites do diálogo entre o swing da música jamaicana, a energia e densidade dos ritmos afro-brasileiros e as possibilidades eletrônicas do dub.


Em 2020 Victor Rice e a Skafandros Orkestra se unem mais uma vez para a concretização de um antigo projeto do nova-iorquino: a realização de shows de dub ao vivo, onde o som dos instrumentos acústicos e elétricos são manipulados em tempo real, em uma ousada fusão entre a organicidade da execução instrumental e as possibilidades fornecidas pela aparelhagem eletrônica.

Integrantes

Léo Malagrino – Baixo Elétrico

Thiago Xavier – Guitarra

Ronaldo Lima – Bateria

Cris Monteiro – Percussão

Edu Guimarães – Sanfona

Daniel Zacharias – Trombone

Valber Oliveira – Trombone

Edmar Pereira – Sax Alto e Barítono

Thiago Miyazaki – Sax Soprano e Tenor

Luizinho Nascimento – Trompete

Henrique Manchuria – Trompete e Flugelhorn